5 - ELETRO = As Pirâmides do egito
Electro (AO 1945: electro)[1][2][3] (em latim: electrum) é uma liga que ocorre naturalmente de ouro e prata, com vestígios de cobre e outros metais. Também tem sido produzido artificialmente e é conhecido como ouro verde. Os gregos antigos o chamavam de "ouro" ou "ouro branco", em oposição ao "ouro refinado". Sua cor classifica-se entre dourado pálido e brilhante, dependendo das proporções de ouro e prata. O teor de ouro no electro natural na Anatólia Ocidental vai de 70% a 90%, em contraste ao 45-55% no electro usado na cunhagem Lídia antiga da mesma área geográfica. Isto sugere que um motivo para a invenção da cunhagem nesta área era aumentar os lucros da senhoriagem emitindo dinheiro com um teor de ouro menor que o usual.
Electro era usado nas primeiras moedas metálicas e, já no III milênio a.C. no Império Antigo, algumas vezes como cobertura externa para os piramídios no topo de pirâmides e obeliscos do Antigo Egito. Electro era usado também na fabricação de antigos recipientes para beber. Por várias décadas, as medalhas entregues com o Prêmio Nobel eram feitas de ouro verde banhado a ouro.
O nome electro era também usado para denotar a alpaca, principalmente por seu uso na fabricação de instrumentos técnicos.[4]
ComposiçãoO electro consiste principalmente de ouro e prata, mas às vezes é encontrado com vestígios de platina, cobre e outros metais. Análises da composição do electro na antiga cunhagem grega que data de cerca de 600 a.C. mostra que a composição de ouro era de cerca de 55,5% na cunhagem emitida pela Foceia. No período clássico inicial, o teor de ouro no electro variava de 46% na Foceia para 43% em Mitilene. Na cunhagem mais recente destas áreas, datando de 326 a.C., o teor de ouro em média era de 40% a 41%. No período helenístico, moedas de electro com uma proporção decrescente regularmente de ouro foram emitidas pelos cartagineses. No extinto Império Romano do Oriente, controlado por Constantinopla, a pureza da cunhagem de ouro foi reduzida, e uma liga que pode ser chamada de electro começou a ser usado.
ApariçõesA cor do electro é amarelo pálido ou branco-amarelado e o nome é uma forma latinizada da palavra grega ἤλεκτρον (èlektron), mencionada em Odisseia, referindo-se a uma substância metálica composta de ouro misturado com prata. A mesma palavra também foi utilizada para o âmbar, provavelmente por causa da cor amarelo pálido de certas variedades, e é a partir de propriedades eletrostáticas de âmbar que as palavras inglesas modernas "elétrons" e "eletricidade" são derivadas. Electro foi muitas vezes referido como ouro branco em tempos antigos, mas poderia ser mais bem descrito como "ouro pálido". A utilização moderna do termo ouro branco refere-se normalmente ao ouro ligado com qualquer um ou uma combinação de níquel, prata, platina e paládio, para produzir um ouro prateado.
HistóriaO electro é citado em uma expedição enviada pelo faraó Sefrés da V dinastia egípcia. Ele é discutido também por Plínio, o Velho em seu História Natural.
O electro é, possivelmente, referido a três vezes na Bíblia (ou seja, se a tradução da Septuaginta do termo חַשְׁמַל precisa). Em todos os três casos, é usado para descrever um tipo de brilho visto nas visões do profeta Ezequiel (Ezequiel 1-4 e 27; 8-2). A palavra também aparece em textos sumérios; por exemplo, no livro perdido, quando Enki diz a seu escriba mestre (Edubsar) para anotar tudo o que ele diz, o texto menciona um estilete de electro com um cristal na ponta que brilhava.
Acredita-se que o electro era usado em peças de moeda cerce de 600 a.C. no Reino da Lídia durante o reinado de Alíates.
o electro era muito melhor para a cunhagem do que o ouro, principalmente porque era mais difícil e mais durável, mas também porque as técnicas de refino de ouro não eram difundidas na época. A discrepância entre o teor de ouro do electro da moderna Anatólia Ocidental (70-90%) e a cunhagem da antiga Lídia (45-55%) sugere que os lídios já tinha resolvido a tecnologia de refinação de prata e foram acrescentando prata refinada ao electro nativo, algumas décadas antes de introduzir as moedas de prata pura citadas abaixo.
Na Lídia, o electro era cunhado em moedas de 4,7 gramas, cada uma no valor de 1/3 de estáter (que significa "padrão"). Três dessas moedas (com um peso de cerca de 14,1 gramas, quase metade de uma onça) totalizavam um estáter, o soldo de um mês para um soldado. Para complementar o estáter, foram feitas divisões: o trite (terceiro), o hekte (sexto) e assim por diante, incluindo 1/24 de um estáter, e mesmo até 1/48 e 1/96 de um estáter. A de 1/96 de estáter tinha apenas 0,14-0,15 gramas. Denominações de maior dimensão, como por exemplo a de um estáter, foram cunhadas também.
Por causa da variação da composição do electro, era difícil determinar o valor exato de cada moeda. A negociação generalizada foi prejudicada por esse problema, já que mercadores estrangeiros cautelosos ofereciam taxas pobres em moedas de electro locais.
Essas dificuldades foram eliminadas em 570 a.C., quando as moedas de prata pura foram introduzidas. No entanto, a moeda comum de electro permaneceu até cerca de 350 a.C.. A razão mais simples para isso é que, por causa do teor de ouro, um estáter de 14,1 gramas valia tanto quanto dez peças de prata de 14,1 gramas.
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As pirâmides do Egito são túmulos construídos em pedra para abrigar os corpos dos faraós.
Há 123 pirâmides catalogadas, no entanto, as três mais conhecidas são Quéops, Quéfren e Miquerinos, na península de Gizé.
Este conjunto arquitetônico é guardado pela Esfinge, um ser mitológico com corpo de leão e a cabeça de um faraó.
As pirâmides foram construídas em um período em que florescia no Egito uma civilização rica e poderosa.
Sua edificação começou no Antigo Império (por volta de 2686 a 2181 a.C.) e perdurou até o século IV d.C., mas o auge das construções é registrado entre a Terceira e a Sexta Dinastia, em torno do ano de 2325 a.C.
Nesse período, o Egito vivia sob estabilidade política e prosperidade econômica. Por sua vez, os faraós acreditavam ser uma espécie de divindade escolhida para serem os mediadores entre deuses e humanos.
Por isso, após a morte física, os egípcios acreditavam que o espírito do rei, que era conhecido como Ka, permanecia no corpo e necessitava de cuidados especiais. Assim, seus cadáveres eram mumificados.
No processo de mumificação, o corpo do faraó era cuidadosamente tratado com óleos e envolto em faixas a fim de que não sofresse com desgaste do tempo. Alguns órgãos, como o intestino e o fígado, eram retirados, mas colocados em urnas especiais junto ao sarcófago.
Além disso, o faraó era enterrado com tudo o que necessitaria depois da morte, como seus tesouros, alimentos e até móveis. Familiares, sacerdotes e funcionários também eram sepultados junto ao faraó.
As Primeiras Pirâmides
Até o início da Primeira Dinastia, 2950 a.C., as tumbas eram esculpidas em rocha ou eram edificadas estruturas denominadas "mastabas". Estas tinha uma forma piramidal, mas pareciam quadrados empilhados em cima do outro e não eram tão altas.
A primeira pirâmide usou como modelo de mastaba e foi feita por volta de 2630 a.C., pelo rei Djoser, o qual pertencia à Terceira Dinastia.
Os egípcios escolheram a forma de pirâmide para facilitar a ascensão do faraó aos céus, onde seria acolhido por Rá, a divindade mais poderosa na mitologia egípcia.
Essa pirâmide exibe seis degraus de pedra que, juntos, somam 62 metros de altura. Era o túmulo mais alto da época e foi cercado de santuários e templos para o soberano Djoser desfrutar na sua vida após a morte.
A pirâmide de Djoser estabeleceu um parâmetro para os enterros reais. Entre os monarcas que viveram tempo suficiente para coordenar a construção de seu próprio túmulo com as mesmas dimensões estava Sneferu, que viveu entre 2631 a.C. e 2589 a.C.
As pirâmides recebem os nomes dos faraós cujos corpos estão sepultados em seu interior. Cada uma delas representa a grandeza do mandatário para povo e para os deuses.
Essas edificações fazem parte de um complexo funerário que era utilizado pelos faraós e altos funcionários. As três pirâmides mais famosas são Queóps, Quéfren e Miquerinos.
O pirâmide de Quéops é a maior túmulo do mundo com 230 metros de largura na base e sua altura é de 174 metros.
Três pequenas pirâmides foram construídas em alinhamento ao túmulo de Quéops e serviram para abrigar os corpos das rainhas. Há, ainda, uma tumba com o sarcófago da rainha Hetepherés, mãe de Quéops, e outras pirâmides menores e mastabas para abrigar os funcionários do rei.
A pirâmide de Quéops é constituída por 2,3 milhões de blocos de pedra que pesam cerca de 2,5 a 60 toneladas cada. O trabalho de construção teria durado 20 anos e contou com a força de 100 mil homens.
A segunda maior pirâmide na península de Gizé foi edificada para abrigar o corpo do faraó Quéfren, com 143 metros de altura. Quefrén era filho do faraó Queóps e, por respeito ao pai, fez sua pirâmide 10 metros mais baixa.
Ao lado dela está a Esfinge de Gizé, a maior do mundo antigo, com 200 metros de comprimento e 74 de altura.
Veja também: Esfinge de Gizé
Pirâmide de Miquerinos
Já a menor deste grupo de três pirâmides foi construída para o corpo de Miquerinos, que reinou entre 2532 e 2503 a.C., filho de Quéfren e, portanto, neto de Queóps. Tem 65 metros de altura e uma base de 105 metros.
No seu interior se repete a mesma arquitetura de câmaras, corredores íngremes e falsas passagens a fim de despistar os ladões de túmulos.
Infelizmente, esta providência não adiantou muito, pois praticamente todos os tesouros das pirâmides foram saqueados.
Veja também: As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
À medida em que o poder e a riqueza dos reis do Egito diminuíam, o ritmo das construções de pirâmides caiu. Ao longo da quinta e sexta dinastias, as edificações foram ficando cada vez menores.
No túmulo do rei Unas, que viveu entre 2375 e 2345 a.C., é possível contemplar pinturas relativas ao seu reinado. Essas são as primeiras composições que permitem o conhecimento do Egito antigo.
O último dos grandes construtores foi o faraó Pepi II, segundo soberano da Sexta Dinastia e que viveu entre 2278 e 2184 a.C. Após a sua morte, o Egito entrou em colapso e, somente na 12ª Dinastia, a edificação de pirâmides foi retomada, mas sem a grandiosidade anterior.
Veja também: Civilização Egípcia
A construção das pirâmides está entre os maiores mistérios da engenharia. Sabe-se que os egípcios faziam cálculos matemáticos baseado em suas crenças religiosas e isto acabava por determinar a altura e largura dessa edificações.
A mão de obra consistia tanto em escravos quanto trabalhadores livres. Isso tudo, desde estrangeiros escravizados, passando por camponeses egípcios que trabalhavam durante o regime de cheias do Nilo.
Igualmente, eram empregados inúmeros artesãos e pintores que fabricavam os objetos que seriam colocados para servir ao faraó na outra vida.
Para transportar as pedras calcárias que compunham as pirâmides, existem várias teorias. Há, inclusive, aqueles que acreditam que foram erguidas com a ajuda de extraterrestres.
Contudo, no fim de 2014, cientistas holandeses apresentaram a última das hipóteses aceitas e que implicaria o uso de água para mover os blocos de pedra.
A teoria surgiu a partir da observação de imagens de uma pessoa jogando água à frente do que seria um trenó onde estava assentada uma pedra puxada por pelo menos 150 trabalhadores.
Os egípcios também aproveitavam as cheias do rio Nilo para transportar as pedras pelo seu leito.- As pessoas mais humildes também queriam partilhar da glória do faraó. Assim, em 2010, pesquisadores descobriram uma vala com 400 corpos de pessoas desnutridas perto de uma das pirâmides.
- A expressão "obra faraônica" advém das construções no Egito Antigo e está relacionada com a grandeza das edificações.
- A pirâmide de Quéops foi o prédio mais alto do planeta até o século XIV, quando foi construída a Catedral de Lincoln, na Inglaterra.
História das Pirâmides do Egito
Características das Pirâmides do Egito
Fim da Era da Construção de Pirâmides
Como as Pirâmides do Egito Foram Construídas ?
Curiosidades sobre as Pirâmides do Egito
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