Thursday, March 23, 2023

7 - Pilar de luz grécia: Montaigne O MAIOR DOS HUMANISTAS!!!

 


7 - Pilar de luz Grécia: Montaigne o humanista

A luz perante a escuridão: Montaigne o maior dos humanistas:

Michel de Montaigne

 

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Michel de Montaigne

 

Nome completo               Michel Eyquem de Montaigne

Nascimento       28 de fevereiro de 1533

Castelo de Montaigne

Morte   13 de setembro de 1592 (59 anos)

Castelo de Montaigne

Nacionalidade   francês

Ocupação           Filósofo, escritor, magistrado

Magnum opus  Ensaios

Assinatura

Unterschrift des Michel de Montaigne.png

Michel Eyquem de Montaigne (Castelo de Montaigne, 28 de fevereiro de 1533 — Castelo de Montaigne, 13 de setembro de 1592), mais conhecido apenas como Montaigne foi um filósofo renascentista e escritor erudito francês. Humanista e cético, ele é considerado como o precursor do estilo literário ensaístico. Empregando em sua obra um estilo descontínuo até então inédito na prosa literária,[1] Montaigne refletiu sobre os costumes e modos de vida humanos, inaugurando assim o chamado moralismo francês.[2]

 

Criticou a educação livresca e mnemônica, propondo um ensino voltado para a experiência e para a ação. Acreditava que a educação livresca exigiria muito tempo e esforço, o que afastaria os jovens dos assuntos mais urgentes da vida. Para ele, a educação deveria formar indivíduos aptos ao julgamento, ao discernimento moral e à vida prática.[3]

 

Biografia e obra

Montaigne nasceu no Castelo de Montaigne, em Saint-Michel-de-Montaigne. Filho de família rica e nobre foi criado por uma ama de leite numa casa de camponeses[4] de uma aldeia vizinha e veio com três anos de volta para a família. Sua mãe descendia de judeus portugueses.[5] Seu pai lhe deu um tutor alemão que lhe falava somente em latim. Assim, o latim era quase a língua materna de Montaigne. Este tinha um espírito por um lado vigilante e metódico e por outro, aberto às novidades. Estudou no célebre centro humanista Colégio de Guiana, onde teve o português André de Gouveia como diretor. Após estes estudos enveredou pelo Direito. Exerceu a função de magistrado primeiro em Périgueux (de 1554 a 1570) depois em Bordéus onde travou profunda amizade com La Boétie.[5] Michel de Montaigne foi tio pelo lado materno de Santa Joana de Lestonnac.

 

Em 1565 se casou com Françoise de La Chassagne, onze anos mais jovem que ele. Teve com ela seis filhos, dos quais apenas uma menina, Leonor sobreviveu.[5]

 

Em 1568 morreu seu pai, tornando-se herdeiro de uma propriedade e do título de Senhor de Montaigne, que lhe garantiu uma sobrevivência tranquila. Em 1570 vendeu seu cargo e em 1571 se retirou para sua propriedade para escrever suas reflexões num dos séculos mais conturbados da França, sob o cisma político e religioso de protestantes e católicos.[4]

 

Seu retiro durou pouco, pois no ano seguinte, teve que assumir novos compromissos sociais e políticos em consequência das guerras de religião que assolava o país. Correspondeu-se com o protestante Henrique de Navarra, que acabaria por se tornar um rei católico, em 1572.[4]

 

Condecorado em 1571 pelo rei Henrique III de França com a ordem de Saint-Michel e nomeado cavalheiro ordinário da Câmara do rei, também foi honrado por Henrique IV de França em 1577 com o título de cavaleiro de sua Câmara.[5]

 

 

Quarto e escritório de Michel de Montaigne.

Viajou pela Suíça, Alemanha e Itália durante dois anos (1580-1581). Fez o relato desta viagem no livro Journal de Voyage, que só foi publicado pela primeira vez em 1774. Em missão secreta a Paris, a favor da paz, acabou preso por um dia na Bastilha.[4]

 

Ao voltar, foi presidente da Câmara de Bordéus durante quatro anos (1581-1585). Regressou ao seu castelo e continuou a corrigir e a escrever os Essais, tendo em vista o estilo parisiense de exposição doutrinária.

 

Os seus Ensaios compreendem três volumes (três livros) (levou nove anos para redigir os dois primeiros) e vieram a público em três versões: Os dois primeiros em 1580 e 1588. Na edição de 1588, aparece o terceiro volume. Em 1595, publica-se uma edição póstuma destes três livros com novos acrescentos.[6]

 

Seus Essais são principalmente autorretratos de um homem, mais do que o autorretrato do filósofo. Montaigne apresenta-se-nos em toda a sua complexidade e variedade humanas. Procura também encontrar em si o que é singular. Mas ao fazer esse estudo de auto-observação acabou por observar também o Homem no seu todo. Por isso, não nos é de espantar que neles ocorram reflexões tanto sobre os temas mais clássicos e elevados ao lado de pensamentos sobre a flatulência. Montaigne é assim um livre pensador, um pensador sobre o humano, sobre as suas inconsistências, diversidades e características. E é um pensador que se dedica aos temas que mais lhe apetecem, vai pensando ao sabor dos seus interesses e caprichos.[7]

 

Se por um lado se interessa sobremaneira pela Antiguidade Clássica, esta não é totalmente passadista ou saudosista. O que lhe interessa nos autores antigos, especialmente os latinos mas também gregos, é encontrar máximas e reflexões, que o ajudem na sua vida diária e na sua auto-descoberta. Montaigne tenta assim compreender-se, através da introspecção, e tenta assim compreender os homens.

 

Retrato de cerca de 1565 por um artista anônimo

Retrato de cerca de 1565 por um artista anônimo

 

 

Retrato de Michel de Montaigne por volta de 1578 por Dumonstier

Retrato de Michel de Montaigne por volta de 1578 por Dumonstier

 

 

Retrato de 1587 de Étienne Martellange

Retrato de 1587 de Étienne Martellange

 

 

Retrato de cerca de 1590 por um artista anônimo

Retrato de cerca de 1590 por um artista anônimo

 

Filosofia

Montaigne não tem um sistema. Não é um moralista, nem um doutrinador. Mas não sendo moralista, não tendo um sistema de conduta, uma moral com princípios rígidos, é um pensador ético. Procura indagar o que está certo ou errado na conduta humana. Propõe-se mais estudar pelos seus ensaios certos assuntos do que dar respostas. No fundo, Montaigne está naquele grupo de pensadores que estão a perguntar em vez de responder, e é na sua incerteza em dar respostas, que surge um certo cepticismo em Montaigne.[8] Como não está interessado em dar respostas apriorístico tem uma certa reserva em relação a misticismos e crenças. É de notar um certo alheamento em relação ao Cristianismo e às lutas de religião que se viviam em França na época.[5] Embora não deixe de refletir em assuntos como a destruição das Novas Índias pelos espanhóis. Ou seja, as suas reflexões visam os clássicos e a sua própria contemporaneidade. Tanto fala de um episódio de Cipião como fala de algum acontecimento do seu século como fala de um qualquer seu episódio doméstico.[9]

 

O facto de ter introduzido uma outra forma de pensar através de ensaios, fez com que o próprio pensamento humano encontrasse uma forma mais legítima de abordar o real. A verdade absoluta deixa de estar ao alcance do homem, sendo doravante, possível tão-somente uma verdade por aproximações.

 

A filosofia de Montaigne influenciou em grande medida uma das crises principais da história da filosofia moderna: a questão da consistência do homem e suas ações. Sua obra Ensaios desafia a crença no Eu sólido e substancial para enfatizar a inconsistência natural do homem, e assim traz uma mudança da valorização da profundeza do homem para sua superficialidade.

 

A relação entre o indivíduo e seu comportamento

Assim como Montaigne considera que mundo inteiro está em constante movimento,[10] o homem carece de constância fixa, pois “a própria constância não é outra coisa além de um movimento mais lânguido”.[10] Devido à falta de continuidade e coerência do homem, seu comportamento torna-se imprevisível e portanto difícil de examinar. Em várias ocasiões de Ensaios, Montaigne relata situações diferentes nos quais os comportamentos de diferentes pessoas variam drasticamente e irracionalmente, salientando a inutilidade de procurar uma ligação uniforme dos mesmos. A alegação da fluidez do Eu é especialmente clara no capítulo “Sobre a inconstância de nossas ações”,[11] em que Montagne acerta que as ações de uma pessoa dependem das circunstâncias presentes no momento da ação mais do que da sua personalidade e do seu raciocínio.[12] Por conseguinte, é normal observar a mesma pessoa agir de maneiras completamente diferentes de dia para dia. Pode haver tanta diferença dentro de uma pessoa só quanto entre duas pessoas diferentes.[13] A inconstância do homem deve-se a sua natureza e faz com que nada dele seja sólido; assim como a comportamento muda dependendo das circunstâncias, também mudam suas opiniões e costumes. “Flutuamos entre diversas opiniões: nada queremos livremente, nada absolutamente, nada constantemente”.[14] Até o próprio julgamento de uma pessoa é fluido segundo Montaigne. O nosso desejo do momento faz parte das circunstâncias que determinam as nossas ações, o que traz espontaneidade e falta de controle: “Somos levados como uma marionete de madeira pelos músculos de outro. Não vamos, somos levados: como as coisas que flutuam, ora suavemente, ora com violência, dependendo se a água está revolta ou serena”.[15] A falta de controle implica incerteza e incapacidade de previsão do comportamento do homem, não só na observação de outras pessoas, mas também em relação a si mesmo; além de não poder determinar as ações dos outros, o homem nem pode determinar suas próprias ações, só tentar guiá-las.[16] Logo, não pode considerar-se que a ação de uma pessoa necessariamente reflete sua personalidade. O que uma pessoa faz em uma determinada situação corresponde ao estado em que a pessoa está, não ao que a pessoa é, pois são as circunstâncias da situação que determinam a ação. Montaigne transforma o conceito ser a uma pluralidade de estados e comportamentos diferentes.

 

No entanto, vale a pena salientar que Montaigne mostra certas contradições em relação à explicação do comportamento do homem ao longo de Ensaios: embora o capítulo “Sobre a inconstância das nossas ações” claramente expressa a incapacidade do homem de governar suas ações, o capítulo “Sobre a crueldade” menciona a facilidade de uma pessoa de “caráter naturalmente fácil e suave”[17] fazer “coisa muito bonita e digna”[18] em contraste a uma pessoa de caráter oposto. Além disso, o capítulo enfatiza a virtude de quem consegue controlar seu “furioso apetite de vingança”[17] e atuar de maneira virtuosa mesmo que seu caráter seja o oposto, o que implica uma capacidade de dirigir seu comportamento bem maior à mencionada no capítulo “Sobre a inconstância das nossas ações”.

 

Descoberta de restos mortais

O Musée d'Aquitaine anunciou em 20 de novembro de 2019 que os restos mortais, encontrados no porão do museu um ano antes, poderiam pertencer a Montaigne.[19] A investigação dos restos mortais, adiada por causa da pandemia COVID-19, foi retomada em setembro de 2020.[20]

 

Obras em português

Os Ensaios: uma seleção, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, tradução de Rosa Freire d' Aguiar.

Ensaios, São Paulo: Martins Fontes, 2000/2001, tradução de Rosemary Costhek Abílio. Em três volumes.

Ensaios, São Paulo: Abril Cultural, 1972, tradução de Sérgio Milliet, publicada também pela Editora da UnB/Hucitec, 2. ed. 1987.

Ensaios, Michel de Montaigne, vols. 1 e 2, coleção Os Pensadores, Ed. Nova Cultural

A Educação das Crianças, Michel de Montaigne, Ed. Martins Fontes.

Os Ensaios, Michel de Montaigne (Uma seleção), Ed. Penguin-Companhia, 2010, Trad. Rosa Freire D'Aguiar.

Ensaios (Edição integral), Michel de Montaigne, Editora 34, 2016, Tradução de Sérgio Milliet, (Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini, apresentação de Andre Scoralick, 1032 p.)

Livros e artigos em português sobre Montaigne

Saul Frampton, Rio de Janeiro, Ed Difel, 2013, Quando brinco com minha gata, como sei que ela não está brincando comigo?, Montaigne e o estar em contato com a vida, l, trad. Marina Slade.

Newton Bignotto, Montaigne Renascentista. Kriterion, Rev. do Departamento de Filosofia da UFMG, Belo Horizonte, XXXIII, 86, ago/dez, 1992, p. 29-41.

Peter Burke. Montaigne, São Paulo: Edições Loyola, 2006, trad. Jaimir Conte.

R. W. Emerson, Homens Representativos. Trad. Alfredo Gomes. Rio de Janeiro, Tecnoprint, 1967.

Luiz Antonio Alves Eva, O Fideísmo cético de Montaigne, Kriterion, Belo Horizonte, ano 33, n. 86, 8/12, 1992, p. 42-59.

Luiz Antonio Alves Eva, A vaidade de Montaigne. In: Discurso, 23, 1994, p. 25-52.

Luiz Antonio Alves Eva, A Vaidade de Montaigne. Discurso editorial: São Paulo, 2003.

Luiz Antonio Alves Eva, Montaigne contra a vaidade: um estudo sobre o ceticismo na Apologia de Raimond Sebond, São Paulo: Humanitas, 2004.

Luiz Antonio Alves Eva, A figura do filósofo: ceticismo e subjetividade em Montaigne, São Paulo: Edições Loyola, 2007.

Jean Lacouture, Montaigne a Cavalo, Rio de Janeiro: Record, Trad. F. Rangel, 1998.

Jean Starobinski, Montaigne em Movimento, São Paulo: Companhia das Letras, Trad. Maria Lúcia Machado, 1993.

Luiz Costa Lima, Limites da Voz: Montaigne, Schlegel. Rio de Janeiro: Rocco, 1993.

Marcelo Coelho, Montaigne. São Paulo. Publifolha, 2001. (Col. Folha Explica).

Pierre Moreau, O homem e a obra’. In Ensaios de Montaigne, Brasília, UnB/Hucitec, 2. ed. 1987, Vol. I, p. 3-93.

P. J. Smith. Ceticismo Filosófico. São Paulo/Curitiba: EPU/Editora da UFPR, 2000.

PierreVilley, Os Ensaios de Montaigne, In: Ensaios de Montaigne, Brasília. UnB/Hucitec, 2. ed. 1987, vol. II, p. 3-90.

MauriceWeiler. Para conhecer o pensamento de Montaigne, In Ensaios de Montaigne, UnB/Hucitec, Brasília, 2. ed. Vol. III, 1987, p. 3-135.

Luiz Guilherme Marques, "Reflexões de Montaigne para a Vida Diária I", Rio de Janeiro: Editora AMCGuedes, 2011.

Luiz Guilherme Marques, "Reflexões de Montaigne para a Vida Diária II", Rio de Janeiro: Editora AMCGuedes, 2011.

Luiz Guilherme Marques, "Reflexões de Montaigne para a Vida Diária III", Rio de Janeiro: Editora AMCGuedes, 2011


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Significado de Humanismo

O que é Humanismo:

 

O humanismo foi um movimento intelectual iniciado na Itália no século XV com o Renascimento e difundido pela Europa, rompendo com a forte influência da Igreja e do pensamento religioso da Idade Média. O teocentrismo (Deus como centro de tudo) cede lugar ao antropocentrismo, passando o homem a ser o centro de interesse.

 

Em um sentido amplo, humanismo significa valorizar o ser humano e a condição humana acima de tudo. Está relacionado com generosidade, compaixão e preocupação em valorizar os atributos e realizações humanas.

 

O humanismo procura o melhor nos seres humanos sem se servir da religião, oferecendo novas formas de reflexão sobre as artes, as ciências e a política. Além disso, o movimento revolucionou o campo cultural e marcou a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna.

 

Especificamente no campo das ciências, o pensamento humanista resultou em um afastamento dos dogmas e ditames da igreja e proporcionou grandes progressos em ramos como a física, matemática, engenharia e medicina.

 

Características do Humanismo

Entre as principais características do humanismo destaca-se:

 

Período de transição entre Idade Média e Renascimento;

Valorização do ser humano;

Surgimento da burguesia;

Ênfase no antropocentrismo, ou seja, o homem no centro do universo;

As emoções humanas começaram a ser mais valorizadas pelos artistas;

Afastamento de dogmas;

Valorização de debates e opiniões divergentes;

Valorização do racionalismo e do método científico.

Humanismo nas artes

Através das suas obras, os intelectuais e artistas passaram a explorar temas que tivessem relação com a figura humana, inspirados pelos clássicos da Antiguidade greco-romana como modelos de verdade, beleza e perfeição. As esculturas e pinturas agora apresentavam altíssimos graus de detalhes nas expressões faciais e nas proporções humanas, e o período foi marcado pela desenvolvimento de diversas técnicas.

 

Ponto de Fuga

 

A perspectiva com ponto de fuga (também chamada de perspectiva renascentista) foi uma das técnicas de pintura desenvolvida durante o movimento humanista, proporcionando simetria e profundidade às obras.

 

Nas artes plásticas e na medicina, o humanismo foi representado em obras e estudos sobre anatomia e funcionamento do corpo humano.

 

Principais nomes e obras do humanismo

Alguns dos principais artistas humanistas da época do nascimento, seguido de algumas das suas obras são:

 

Literatura

Francesco Petrarca: Cancioneiro e o Triunfo, Meu Livro Secreto e Itinerário para a Terra Santa

Dante Alighieri: A Divina Comédia, Monarquia e O Convívio

Giovanni Boccaccio: Decameron e O Filocolo

Michel de Montaigne: Ensaios

Thomas More: A Utopia, A Agonia de Cristo e Epitáfio

Pintura

Leonardo da Vinci: A Última Ceia, Mona Lisa e Homem Vitruviano

Michelangelo: A Criação de Adão, Teto da Capela Sistina e Juízo Final

Raphael Sanzio: Escola de Atenas, Madona Sistina e Transfiguração

Sandro Botticelli: O Nascimento de Vênus, A Adoração dos Magos e A Primavera

Escultura

Michelangelo: La Pieta, Moisés e Madonna de Bruges

Donatello: São Marcos, Profetas e Davi

Humanismo na Literatura

O Humanismo também corresponde a uma escola literária que teve preponderância nos séculos XIV e XV.

 

Na literatura, destaca-se a poesia palaciana (que surge dentro dos palácios), escrita por nobres que retratavam os usos e costumes da corte. Alguns escritores italianos que mais impacto causaram foram: Dante Alighieri (Divina Comédia), Petrarca (Cancioneiro) e Bocaccio (Decameron).

 

 

Humanismo e Renascimento

O contexto histórico do humanismo se confunde com o do Renascimento, tendo em vista que foi o pensamento humanista que estabeleceu os fundamentos ideológicos que serviram de base para o movimento renascentista.

 

Entre os séculos XIV e XVII, o humanismo determinou uma nova postura em relação às doutrinas religiosas em vigor na época, propondo um afastamento das mesmas e uma interpretação mais racional e antropocêntrica do mundo.

 

Durante o renascimento, o pensamento humanista também foi caracterizado por tentativas de libertar o ser humano das regras rígidas do cristianismo da era medieval. Em sentido amplo, o humanismo nesta época serviu como uma luta contra a obscuridade medieval, e levou à criação de um comportamento científico livre de normas teológicas.



Tuesday, March 14, 2023

5 - ELETRO - As pirâmides

 


5 - ELETRO = As Pirâmides do egito

Electro (AO 1945: electro)[1][2][3] (em latimelectrum) é uma liga que ocorre naturalmente de ouro e prata, com vestígios de cobre e outros metais. Também tem sido produzido artificialmente e é conhecido como ouro verde. Os gregos antigos o chamavam de "ouro" ou "ouro branco", em oposição ao "ouro refinado". Sua cor classifica-se entre dourado pálido e brilhante, dependendo das proporções de ouro e prata. O teor de ouro no electro natural na Anatólia Ocidental vai de 70% a 90%, em contraste ao 45-55% no electro usado na cunhagem Lídia antiga da mesma área geográfica. Isto sugere que um motivo para a invenção da cunhagem nesta área era aumentar os lucros da senhoriagem emitindo dinheiro com um teor de ouro menor que o usual.

Electro era usado nas primeiras moedas metálicas e, já no III milênio a.C. no Império Antigo, algumas vezes como cobertura externa para os piramídios no topo de pirâmides e obeliscos do Antigo Egito. Electro era usado também na fabricação de antigos recipientes para beber. Por várias décadas, as medalhas entregues com o Prêmio Nobel eram feitas de ouro verde banhado a ouro.

O nome electro era também usado para denotar a alpaca, principalmente por seu uso na fabricação de instrumentos técnicos.[4]

Composição

O electro consiste principalmente de ouro e prata, mas às vezes é encontrado com vestígios de platinacobre e outros metais. Análises da composição do electro na antiga cunhagem grega que data de cerca de 600 a.C. mostra que a composição de ouro era de cerca de 55,5% na cunhagem emitida pela Foceia. No período clássico inicial, o teor de ouro no electro variava de 46% na Foceia para 43% em Mitilene. Na cunhagem mais recente destas áreas, datando de 326 a.C., o teor de ouro em média era de 40% a 41%. No período helenístico, moedas de electro com uma proporção decrescente regularmente de ouro foram emitidas pelos cartagineses. No extinto Império Romano do Oriente, controlado por Constantinopla, a pureza da cunhagem de ouro foi reduzida, e uma liga que pode ser chamada de electro começou a ser usado.

Aparições

A cor do electro é amarelo pálido ou branco-amarelado e o nome é uma forma latinizada da palavra grega ἤλεκτρον (èlektron), mencionada em Odisseia, referindo-se a uma substância metálica composta de ouro misturado com prata. A mesma palavra também foi utilizada para o âmbar, provavelmente por causa da cor amarelo pálido de certas variedades, e é a partir de propriedades eletrostáticas de âmbar que as palavras inglesas modernas "elétrons" e "eletricidade" são derivadas. Electro foi muitas vezes referido como ouro branco em tempos antigos, mas poderia ser mais bem descrito como "ouro pálido". A utilização moderna do termo ouro branco refere-se normalmente ao ouro ligado com qualquer um ou uma combinação de níquelprataplatina e paládio, para produzir um ouro prateado.

História

O electro é citado em uma expedição enviada pelo faraó Sefrés da V dinastia egípcia. Ele é discutido também por Plínio, o Velho em seu História Natural.

O electro é, possivelmente, referido a três vezes na Bíblia (ou seja, se a tradução da Septuaginta do termo חַשְׁמַל precisa). Em todos os três casos, é usado para descrever um tipo de brilho visto nas visões do profeta Ezequiel (Ezequiel 1-4 e 27; 8-2). A palavra também aparece em textos sumérios; por exemplo, no livro perdido, quando Enki diz a seu escriba mestre (Edubsar) para anotar tudo o que ele diz, o texto menciona um estilete de electro com um cristal na ponta que brilhava.

Acredita-se que o electro era usado em peças de moeda cerce de 600 a.C. no Reino da Lídia durante o reinado de Alíates.

o electro era muito melhor para a cunhagem do que o ouro, principalmente porque era mais difícil e mais durável, mas também porque as técnicas de refino de ouro não eram difundidas na época. A discrepância entre o teor de ouro do electro da moderna Anatólia Ocidental (70-90%) e a cunhagem da antiga Lídia (45-55%) sugere que os lídios já tinha resolvido a tecnologia de refinação de prata e foram acrescentando prata refinada ao electro nativo, algumas décadas antes de introduzir as moedas de prata pura citadas abaixo.

Na Lídia, o electro era cunhado em moedas de 4,7 gramas, cada uma no valor de 1/3 de estáter (que significa "padrão"). Três dessas moedas (com um peso de cerca de 14,1 gramas, quase metade de uma onça) totalizavam um estáter, o soldo de um mês para um soldado. Para complementar o estáter, foram feitas divisões: o trite (terceiro), o hekte (sexto) e assim por diante, incluindo 1/24 de um estáter, e mesmo até 1/48 e 1/96 de um estáter. A de 1/96 de estáter tinha apenas 0,14-0,15 gramas. Denominações de maior dimensão, como por exemplo a de um estáter, foram cunhadas também.

Por causa da variação da composição do electro, era difícil determinar o valor exato de cada moeda. A negociação generalizada foi prejudicada por esse problema, já que mercadores estrangeiros cautelosos ofereciam taxas pobres em moedas de electro locais.

Essas dificuldades foram eliminadas em 570 a.C., quando as moedas de prata pura foram introduzidas. No entanto, a moeda comum de electro permaneceu até cerca de 350 a.C.. A razão mais simples para isso é que, por causa do teor de ouro, um estáter de 14,1 gramas valia tanto quanto dez peças de prata de 14,1 gramas.


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As pirâmides do Egito são túmulos construídos em pedra para abrigar os corpos dos faraós.
Há 123 pirâmides catalogadas, no entanto, as três mais conhecidas são Quéops, Quéfren e Miquerinos, na península de Gizé.
Este conjunto arquitetônico é guardado pela Esfinge, um ser mitológico com corpo de leão e a cabeça de um faraó.
As pirâmides foram construídas em um período em que florescia no Egito uma civilização rica e poderosa.
Sua edificação começou no Antigo Império (por volta de 2686 a 2181 a.C.) e perdurou até o século IV d.C., mas o auge das construções é registrado entre a Terceira e a Sexta Dinastia, em torno do ano de 2325 a.C.
Nesse período, o Egito vivia sob estabilidade política e prosperidade econômica. Por sua vez, os faraós acreditavam ser uma espécie de divindade escolhida para serem os mediadores entre deuses e humanos.
Por isso, após a morte física, os egípcios acreditavam que o espírito do rei, que era conhecido como Ka, permanecia no corpo e necessitava de cuidados especiais. Assim, seus cadáveres eram mumificados.
No processo de mumificação, o corpo do faraó era cuidadosamente tratado com óleos e envolto em faixas a fim de que não sofresse com desgaste do tempo. Alguns órgãos, como o intestino e o fígado, eram retirados, mas colocados em urnas especiais junto ao sarcófago.
Além disso, o faraó era enterrado com tudo o que necessitaria depois da morte, como seus tesouros, alimentos e até móveis. Familiares, sacerdotes e funcionários também eram sepultados junto ao faraó.
As Primeiras Pirâmides
Até o início da Primeira Dinastia, 2950 a.C., as tumbas eram esculpidas em rocha ou eram edificadas estruturas denominadas "mastabas". Estas tinha uma forma piramidal, mas pareciam quadrados empilhados em cima do outro e não eram tão altas.
A primeira pirâmide usou como modelo de mastaba e foi feita por volta de 2630 a.C., pelo rei Djoser, o qual pertencia à Terceira Dinastia.
Os egípcios escolheram a forma de pirâmide para facilitar a ascensão do faraó aos céus, onde seria acolhido por , a divindade mais poderosa na mitologia egípcia.
Essa pirâmide exibe seis degraus de pedra que, juntos, somam 62 metros de altura. Era o túmulo mais alto da época e foi cercado de santuários e templos para o soberano Djoser desfrutar na sua vida após a morte.
A pirâmide de Djoser estabeleceu um parâmetro para os enterros reais. Entre os monarcas que viveram tempo suficiente para coordenar a construção de seu próprio túmulo com as mesmas dimensões estava Sneferu, que viveu entre 2631 a.C. e 2589 a.C.
As pirâmides recebem os nomes dos faraós cujos corpos estão sepultados em seu interior. Cada uma delas representa a grandeza do mandatário para povo e para os deuses.
Essas edificações fazem parte de um complexo funerário que era utilizado pelos faraós e altos funcionários. As três pirâmides mais famosas são Queóps, Quéfren e Miquerinos.
O pirâmide de Quéops é a maior túmulo do mundo com 230 metros de largura na base e sua altura é de 174 metros.
Três pequenas pirâmides foram construídas em alinhamento ao túmulo de Quéops e serviram para abrigar os corpos das rainhas. Há, ainda, uma tumba com o sarcófago da rainha Hetepherés, mãe de Quéops, e outras pirâmides menores e mastabas para abrigar os funcionários do rei.
A pirâmide de Quéops é constituída por 2,3 milhões de blocos de pedra que pesam cerca de 2,5 a 60 toneladas cada. O trabalho de construção teria durado 20 anos e contou com a força de 100 mil homens.
A segunda maior pirâmide na península de Gizé foi edificada para abrigar o corpo do faraó Quéfren, com 143 metros de altura. Quefrén era filho do faraó Queóps e, por respeito ao pai, fez sua pirâmide 10 metros mais baixa.
Ao lado dela está a Esfinge de Gizé, a maior do mundo antigo, com 200 metros de comprimento e 74 de altura.
Veja também: Esfinge de Gizé
Pirâmide de Miquerinos
Já a menor deste grupo de três pirâmides foi construída para o corpo de Miquerinos, que reinou entre 2532 e 2503 a.C., filho de Quéfren e, portanto, neto de Queóps. Tem 65 metros de altura e uma base de 105 metros.
No seu interior se repete a mesma arquitetura de câmaras, corredores íngremes e falsas passagens a fim de despistar os ladões de túmulos.
Infelizmente, esta providência não adiantou muito, pois praticamente todos os tesouros das pirâmides foram saqueados.
Veja também: As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
À medida em que o poder e a riqueza dos reis do Egito diminuíam, o ritmo das construções de pirâmides caiu. Ao longo da quinta e sexta dinastias, as edificações foram ficando cada vez menores.
No túmulo do rei Unas, que viveu entre 2375 e 2345 a.C., é possível contemplar pinturas relativas ao seu reinado. Essas são as primeiras composições que permitem o conhecimento do Egito antigo.
O último dos grandes construtores foi o faraó Pepi II, segundo soberano da Sexta Dinastia e que viveu entre 2278 e 2184 a.C. Após a sua morte, o Egito entrou em colapso e, somente na 12ª Dinastia, a edificação de pirâmides foi retomada, mas sem a grandiosidade anterior.
Veja também: Civilização Egípcia
A construção das pirâmides está entre os maiores mistérios da engenharia. Sabe-se que os egípcios faziam cálculos matemáticos baseado em suas crenças religiosas e isto acabava por determinar a altura e largura dessa edificações.
A mão de obra consistia tanto em escravos quanto trabalhadores livres. Isso tudo, desde estrangeiros escravizados, passando por camponeses egípcios que trabalhavam durante o regime de cheias do Nilo.
Igualmente, eram empregados inúmeros artesãos e pintores que fabricavam os objetos que seriam colocados para servir ao faraó na outra vida.
Para transportar as pedras calcárias que compunham as pirâmides, existem várias teorias. Há, inclusive, aqueles que acreditam que foram erguidas com a ajuda de extraterrestres.
Contudo, no fim de 2014, cientistas holandeses apresentaram a última das hipóteses aceitas e que implicaria o uso de água para mover os blocos de pedra.
A teoria surgiu a partir da observação de imagens de uma pessoa jogando água à frente do que seria um trenó onde estava assentada uma pedra puxada por pelo menos 150 trabalhadores.
Os egípcios também aproveitavam as cheias do rio Nilo para transportar as pedras pelo seu leito.
  • As pessoas mais humildes também queriam partilhar da glória do faraó. Assim, em 2010, pesquisadores descobriram uma vala com 400 corpos de pessoas desnutridas perto de uma das pirâmides.
  • A expressão "obra faraônica" advém das construções no Egito Antigo e está relacionada com a grandeza das edificações.
  • A pirâmide de Quéops foi o prédio mais alto do planeta até o século XIV, quando foi construída a Catedral de Lincoln, na Inglaterra.

História das Pirâmides do Egito
Características das Pirâmides do Egito
Fim da Era da Construção de Pirâmides
Como as Pirâmides do Egito Foram Construídas ?
Curiosidades sobre as Pirâmides do Egito


Wednesday, March 1, 2023

4 - Mikhail Aleksandrovitch Bakunin

 


https://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russoМихаил Александрович БакунинPremukhimo30 de maio de 1814 — Berna1 de julho de 1876), também aportuguesado de Bakunine ou Bakúnine, foi um teórico políticosociólogofilósofo e revolucionário anarquista. É considerado uma das figuras mais influentes do anarquismo e um dos principais fundadores da tradição social anarquista. O enorme prestígio de Bakunin como ativista o tornou um dos ideólogos mais famosos da Europa e sua influência foi substancial entre os radicais da Rússia e da Europa.

Bakunin cresceu em Premukhimo e morou em uma propriedade familiar localizada em Tver Governorate, para onde se mudou com a intenção de estudar filosofia. Em Tyer ele passou a ler as enciclopédias francesas, entusiasmando-se particularmente pela filosofia de Johann Gottlieb Fichte. A partir de Fichte, Bakunin conheceu as obras de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, o pensador mais influente entre os intelectuais alemães da época. Em 1840, Bakunin viajou para São Petersburgo e Berlim com a intenção de se preparar para a cátedra de filosofia ou história na Universidade de Moscou. Em 1842, Bakunin mudou-se para Dresden. Posteriormente viajou para Paris, onde conheceu Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.

O radicalismo crescente de Bakunin - incluindo sua oposição ao imperialismo russo – pôs fim às esperanças de uma carreira na docência. Ele foi deportado da França por militar contra a opressão russa exercida na Polônia. Em 1849, Bakunin foi interrogado em Dresden por conta de sua participação na rebelião checa de 1848 e acabou levado à Rússia, onde foi preso na Fortaleza de São Pedro e São Paulo em São Petersburgo. Ele permaneceu preso até 1857, quando acabou exilado em um campo de trabalho na Sibéria. Conseguindo fugir para o Japão, passou pelos Estados Unidos e finalmente chegou em Londres, onde trabalhou com Aleksandr Ivanovitch Herzen no jornal Kolokol ("O Sino"). Em 1863 ele deixou o Reino Unido com a intenção de se juntar à insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino.

Em 1868, Bakunin se juntou à Associação Internacional dos Trabalhadores, federação de sindicatos e trabalhadores que possuía filiais espalhadas por muitos países europeus, bem como pela América Latina, norte da África e Oriente Médio. A influência “bakuninista" rapidamente se expandiu, especialmente pela Espanha. Bakunin envolveu-se então numa contenda com Karl Marx, que era uma figura-chave no Conselho Geral da Associação. O Congresso de Haia de 1872 foi dominado por uma luta entre os seguidores de Marx, que defendiam o uso do Estado para provocar o socialismo e a facção anarquista de Bakunin, que argumentava em prol da substituição do Estado por federações locais de trabalho autônomos. Bakunin não pôde participar do congresso, pois não conseguiu chegar à Holanda a tempo. Diante da ausência do líder, a facção anarquista acabou perdendo e Bakunin foi expulso por Marx, sob a alegação de manter uma organização internacional secreta.

No entanto, os anarquistas persistiram na ideia de que o congresso não foi representativo. O grupo bakuninista, muito maior em número, ultrapassou o pequeno rival marxista, que se mantinha isolado em Nova York. Essa vitória contribuiu muito para a disseminação global do anarcosocialismo. Durante esses debates, bem como em seus escritos teóricos, Bakunin articulou e combinou as ideias básicas do sindicalismo e do anarquismo, e desenvolveu uma análise estratégica do anarquismo. Bakunin abandonou então o nacionalismo anti-imperialista que adotara durante a juventude. Entre 1870 e 1876, Bakunin escreveu algumas de suas obras mais longas, como o Estatismo e Anarquia e o Império Knuto Germânico e a Revolução Social, cujo texto Deus e o Estado é um trecho dessa obra. Mesmo exercendo intensa atividade intelectual, Bakunin permaneceu participando ativamente como militante

7 - Pilar de luz grécia: Montaigne O MAIOR DOS HUMANISTAS!!!

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