3 - Condicional: Ramón e Bubu
LOs hermanos é uma banda de Indie Rock que compôs a música CONDICIONAL - Não aceitamos aqui qualquer coisa de coerção mas ser subversivos e usar o sistema contra o próprio sistema, e não dar murros em ponta de faca. Bacunim? Não sei até que ponto que a anarquia é válida mas respeito o conhecimento da Judy Hall em seu livro: A BÍBLIA DOS CRISTAIS.
Los Hermanos é uma banda brasileira de rock alternativo,
formada no Rio de Janeiro, em 1997.[1]
O som do grupo foi fortemente influenciado por bandas do
underground carioca dos anos 1990, tais como Acabou La Tequila, Carne de
Segunda e Mulheres Q Dizem Sim, entre outras, e pelo som de bandas estrangeiras
como Weezer e Squirrel Nut Zippers.[2]
História
1997 - 1998: O início e a repercussão
Até então estudantes da Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro (PUC-Rio), Marcelo Camelo (jornalismo)[1] e Rodrigo Barba
(psicologia) formaram uma banda que contrapunha o peso do hardcore com a leveza
de letras sobre o amor.[3] Além disso, a banda contava com um saxofonista e,
posteriormente, o tecladista Bruno Medina, estudante de publicidade na mesma
faculdade[1], foi incorporado à formação do grupo. Com a entrada dos músicos
Rodrigo Amarante (vocais, guitarra e percussão) e Patrick Laplan (baixo) e com
a saída de três músicos de sua formação (o trompetista Márcio e os saxofonistas
Carlos e Victor), a banda gravou, em 1997 seus primeiros materiais: as demos
"Chora" e "Amor e Folia".[4]
As demos repercutiram na cena underground do Rio de Janeiro
e, posteriormente, os Los Hermanos foram chamados para tocar no
"Superdemos", grande festival de música independente carioca e no
festival Abril Pro Rock, de Recife[1], considerado um dos festivais que mais
revelam artistas nacionais.
1999 - 2001: Los Hermanos e o sucesso
Em 1999, a banda assinou com a gravadora Abril Music[1] e
lançou seu primeiro álbum, o homônimo Los Hermanos, que repercutiu entre o
público jovem, identificados com as letras estilo Jovem Guarda, misturadas a um
conjunto musical influenciado pelo rock, ska e samba.[5] O sucesso do álbum foi
puxado pela música "Anna Júlia", escolhida - pela gravadora - como
primeiro single do trabalho. O disco foi produzido pelo famoso produtor Rick Bonadio[6],
conhecido por emplacar bandas-fenômenos. Segundo Bonadio, teria sido ele o
responsável por convencer os integrantes da banda a inserir a canção na seleção
do repertório final do álbum.[7] O single é inspirado numa paixão do produtor
da banda e levou a banda não só às rádios de todo o país, mas a eventos
diversos, como feiras agropecuárias, estádios de futebol,[8] e
micaretas,[9][10] e a tocar para mais de 80 mil pessoas em alguns festivais do
país, mesmo com um único disco lançado.[11][12] A banda era presença constante
em programas populares de auditório em canais abertos. Em apenas um semestre,
"Anna Julia" já figurava nas primeiras posições das principais rádios
do país.[13] Seu videoclipe, que contava com a atriz Mariana Ximenes[14], era
constantemente exibido em programas dedicados ao gênero tanto nos canais
abertos, como na MTV. Somente naquele ano, Los Hermanos já havia vendido 300
mil cópias[15] e emplacado dois singles na parada de sucesso, como a já citada
"Anna Julia" e o segundo single, "Primavera". O álbum
emplacou também uma indicação ao Grammy de 2000.[1]
Na entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2000,
Marcelo Camelo demonstrou estar embaraçado ao ganhar de Chico Buarque na
categoria de melhor música, com "Anna Julia". Envergonhado, disse:
"Cara, eu não sei nem o que falar. Eu me sinto envergonhado de ganhar um
prêmio em uma categoria em que o Chico Buarque esteja competindo".[16]
Em 2001, a música "Anna Júlia" foi gravada pelo
ex-beatle George Harrison. Antes de seu falecimento, Harrison se juntou ao
vocalista Jim Capaldi, do Traffic, para gravar uma versão em inglês para o
sucesso.[1]
2001 - 2002: Bloco do Eu Sozinho
Dois anos depois, em julho de 2001, o grupo lança o álbum
Bloco do Eu Sozinho[17][18][19], também pela Abril Music.[1] O título do disco
faz referência a um ser solitário e melancólico, no meio de um bloco de
carnaval.[17] Algumas das músicas desse álbum, foram tocadas no Rock in Rio
III. A banda perdera o baixista Patrick Laplan, alegando divergências musicais,
o qual montou sua própria banda, Eskimo.
Bloco do Eu Sozinho surpreendeu grande parte do público por
ser um álbum (quase) sem resquícios do anterior. Ao som da banda,
acrescentaram-se levadas melancólicas do samba, da bossa nova e de outros
ritmos latinos. A euforia do primeiro álbum não se repetiu nas vendas e a banda
passou a tocar em lugares menores, com a diminuição de seu público. Porém, a
partir desse ponto, a banda ganhava um grande aliado em sua caminhada,
justamente o público, que se mostrava cada vez mais fiel. Músicas como o
primeiro single "Todo Carnaval tem seu Fim", "A Flor",
"Sentimental", entre outras, tornaram-se hits à parte do lado
comercial. Depois de algum tempo do lançamento, a crítica especializada
começaria a elogiar o álbum, que ganhou notoriedade no meio após ter chegado ao
conhecimento de todos a divergência que havia entre a banda e a gravadora. O
guitarrista Rodrigo Amarante, passou a ter mais espaço na banda, com
composições como "Retrato Pra Iaiá", "Sentimental",
"Cher Antoine" e "A Flor" (essa com Marcelo Camelo).
Seguiram-se ainda participações no "Fordsupermodels" (a banda tocava
em um palco, fazendo a trilha sonora para o evento de moda), e no Luau MTV, no
qual foram incluídas, em versão acústica, músicas do primeiro e do segundo CD,
além de covers de “A Palo Seco” de Belchior e “Esquadros” de Adriana
Calcanhoto,[20] e que mais tarde seria lançado em DVD.
O videoclipe da música “Fingi Na Hora Rir” foi dirigido por
Caíto Mainier.[21][22]
2003 - 2004: Ventura
Marcelo Camelo na Fnac em 2003.
O ano de 2003 chegava e já na BMG, os Hermanos lançaram o
álbum Ventura. Antes chamado de Bonança[1], foi o primeiro disco brasileiro a
"vazar" em sua fase de pré-produção. O terceiro álbum apresentava um
Los Hermanos multi-facetado. De "Samba a Dois"[23] ao pop rock de
"O Vencedor" ou dos diálogos de "Conversa de Botas Batidas"
e "Do Lado de Dentro", Ventura vinha com status do álbum que consolidaria
a banda no cenário nacional. O primeiro single, "Cara Estranho",
marcou boa presença nas rádios e em premiações de videoclipes. Vieram depois
"O Vencedor" e "Último Romance", essa última de Rodrigo
Amarante, que assinou 5 das 15 músicas do álbum e passou a se destacar como
compositor do cenário. A cantora Maria Rita em seu álbum homônimo, gravou três
músicas de Marcelo Camelo: "Santa Chuva", "Cara Valente" e
"Veja Bem Meu Bem".
Os shows passaram a abrigar uma legião de fãs que passaram a
ser a marca registrada da banda. Foi na turnê do álbum Ventura, que foi
registrado o DVD Los Hermanos no Cine Íris, em 28 de junho de 2004, gravado no
Rio de Janeiro, com um repertório predominante do álbum.
Foi nesta época que a banda gravou a trilha sonora do curta-metragem
Castanho, de Eduardo Valente, na qual o estilo do disco ficou muito evidente na
primitiva versão de "Conversa de Botas Batidas" e da canção conhecida
só por "Tema do Macaco".
Na apresentação da banda no Video Music Brasil (VMB) do ano
de 2003, foram apresentados pelo cantor e compositor Caetano Veloso. Ao
anunciar a banda, Veloso colocou uma barba ruiva postiça, tal como todos os
membros das primeiras filas da premiação. Ato classificado como
"mico", pelo tecladista Bruno Medina.[24]
Em janeiro de 2004, a banda se apresentou no programa
Domingão do Faustão, da Rede Globo. Durante o programa, a banda tocou a música
"Anna Júlia", devido a insistência do apresentador Fausto Silva em
dizer que a banda "nunca mais tocara" a canção. A banda recebeu um
e-mail de uma fã, questionando e criticando o apresentador. Essa crítica foi
rebatida pelo tecladista Bruno Medina, no próprio site da banda.[25]
Em 2 julho de 2004, o vocalista Marcelo Camelo foi agredido
pelo vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr.. A agressão ocorreu na sala
de desembarque do aeroporto de Fortaleza[26][27][28] e o agressor, chegou a ser
detido pela Polícia Federal.[29] O Charlie Brown Jr., mesmo enviando uma nota
pedindo desculpas pelo acontecimento,[30] foi processado por Camelo e teve que
indenizar o cantor da banda carioca por danos morais e ressarcimentos de
compromissos cancelados. A agressão ocorreu por causa de declarações de Marcelo
Camelo e de Rodrigo Amarante, à revista OI, sobre a então recente campanha
publicitária da marca de refrigerantes Coca-Cola.[27] Na ocasião, a banda
paulista era a contratada e, no vídeo, questionava um rapaz que não estava de
acordo com os itens oferecidos no comercial.[31]
Ainda em 2004, foi lançado o documentário "Além Do Que
Se Vê", também dirigido por Caíto Mainier, mostra os bastidores do
processo de gravação de Ventura.[32]
2005 - 2007: 4 e hiato
Em 2005 chega o quarto álbum da banda, 4. Produzido por
Alexandre Kassin, que assinara os dois últimos, o álbum mostrava um conteúdo
mais introspectivo e uma aproximação mais impactante com a MPB. O disco, no
entanto, seria considerado "irregular" pela grande crítica. Seja no
violão de "Sapato Novo" e na bossa de "Fez-se Mar", ou a
predominância de um clima saudoso nas letras de Camelo e Amarante, 4 dividiu
novamente o público: a banda estava em mais um novo rumo. O álbum teve como
single de bastante repercussão a música "O Vento" do guitarrista
Rodrigo Amarante. Seguiram-se a esse single "Condicional" e
"Morena", ambas as músicas com clipes lançados ao mesmo tempo.
Em abril de 2007, a banda anunciou um recesso por tempo
indeterminado nos trabalhos, alegando o acúmulo de muitos projetos pessoais ao
longo de seus dez anos de carreira. Estavam previstos dois shows de despedida,
a se realizarem nos dias 8 e 9 de junho de 2007, que posteriormente seriam
lançados no CD e DVD Los Hermanos na Fundição Progresso. Porém devido à grande
procura por ingressos (que haviam rapidamente se esgotado), a banda decidiu
fazer um show extra no dia 7 de junho (show que não foi incluído no DVD). O
álbum foi oficialmente lançado em agosto de 2008 em parceria com o canal
Multishow.
2009 - 2010: Reuniões esporádicas
Mesmo em recesso, a banda realizou duas apresentações no
festival Just a Fest, nos dias 20 e 22 de março de 2009, nas cidades do Rio de
Janeiro e São Paulo, respectivamente. Nos shows, abriu junto com a banda alemã
Kraftwerk para a banda inglesa Radiohead.[33]
Em 2010, a banda deu início a uma mini-turnê pelo Nordeste.
Os shows em Fortaleza (no Ceará Music), Salvador e Recife foram confirmados por
Bruno Medina em sua coluna no portal G1.[34] No mês de outubro a banda tocou no
festival SWU, realizado no interior de São Paulo.[33] Apesar dessa pequena
quebra no hiato, nenhuma notícia sobre álbum novo foi confirmada.
2012 - 2015: Turnês
Em novembro de 2011, Bruno Medina publicou em seu blog
pessoal, no G1, que em 2012 o Los Hermanos sairia para uma turnê, as datas
coincidem com o 15º aniversário da banda.
"Reconheço que, faz uns bons dias, venho pensando sobre
a melhor maneira de começar a redigir este post que vocês agora leem; e não era
para menos, afinal a mim foi delegada a delicada missão de tornar pública uma
notícia que com certeza deixará muitos queixos caídos por aí, a começar pelo
meu próprio. Sim, apesar das circunstâncias me envolverem diretamente, foi com
surpresa que presenciei o encadeamento de uma série de felizes coincidências,
sem as quais nada do que tenho para contar a vocês teria sido possível. Bom,
acho que já fiz suspense o suficiente, portanto hora de parar de encher
linguiça e ir logo ao que importa. É com enorme satisfação, um certo frio na
barriga e a expectativa de despertar alguns sorrisos Brasil afora que anuncio:
2012 será ano de turnê do Los Hermanos!"[35]
A turnê aconteceu em 12 cidades do Brasil.
Em 5 de dezembro de 2014, a banda anunciou dois shows em
mais uma reunião dos membros. As apresentações ocorreram em 30 e 31 de outubro
de 2015 em comemoração ao aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.
A pedido dos fãs, a banda também fez uma pequena turnê pelo Brasil.
2019: Novo retorno
No fim de dezembro de 2018, os quatro integrantes anunciaram
a nova turnê da banda. No ano de 2019, o disco de estreia completava 20 anos. A
estreia da turnê aconteceu no dia 30 de março de 2019, o primeiro show desde
2015, no Lollapalooza Argentina[36], onde a banda tocou músicas de seus quatro
discos.[37]
Entre 5 de abril e 18 de maio, a banda se apresentou em 11
cidades brasileiras, para um público total de 250 mil espectadores.[38] A turnê
contou com um setlist padronizado, onde alguns shows foram abertos com "A
Flor" e terminaram com um encore de "Deixa o Verão",
"Azedume" e "Pierrot.".
No dia 2 de abril de 2019, após 14 anos, a banda lança uma
nova música, o single "Corre, Corre".[39][40] A música foi gravada em
três dias, em 24, 25 e 26 de março, no estúdio Cia. dos Técnicos, em
Copacabana.[41]
No mês seguinte, na noite do sábado, dia 4, a banda faz
grande show no Maracanã e toca 26 músicas, celebrando toda a discografia. 42
mil pessoas assistiram a apresentação no estádio.[6][42] O show foi transmitido
ao vivo pelo canal pago Multishow.[43] Segundo o site setlist.fm, o show do
Maracanã foi composto por 10 músicas do disco Ventura, 6 músicas do 4, 6
músicas do Bloco do Eu Sozinho, 4 músicas do Los Hermanos e o single
"Corre, Corre". Das 27, Marcelo Camelo canta 16, incluindo "A
Flor", que conta com a participação de Rodrigo Amarante, que por sua vez,
canta 11 músicas do concerto.[44]
O último show da turnê aconteceu no Allianz Parque, em São
Paulo, para 45 mil pessoas.[45][46]
No dia 14 de maio de 2020, a banda lança seu segundo álbum
ao vivo Los Hermanos 2019, gravado durante a turnê daquele ano.[38][47]
Em 2021, a música "Sentimental" passa a fazer
parte da trilha da novela "Verdades Secretas", da TV Globo.[48]
Integrantes
Linha do tempo
Integrantes
Rodrigo Amarante - vocais, guitarra, percussão, baixo
Rodrigo Barba - bateria, percussão
Bruno Medina - teclado, vocal de apoio
Marcelo Camelo - vocais, guitarra, baixo
Banda de apoio
Gabriel Bubu - baixo e guitarra
Marcelo Costa - saxofone e clarinete
Bubu Trompete - trompete
Mauro Zacharias - trombone
Ex-integrantes
Patrick Laplan - baixo
Discografia
Ver artigo principal: Discografia de Los Hermanos
(1999) Los Hermanos
(2001) Bloco do Eu Sozinho
(2003) Ventura
(2005) 4
Prêmios e indicações
Grammy Latino
(1999) Indicado a Melhor Álbum de Rock Brasileiro com Los
Hermanos
(2004) Indicado a Melhor Álbum de Rock Brasileiro com
Ventura
(2006) Indicado a Melhor Álbum de Pop Contemporâneo com 4
Prêmio Tim de Música Brasileira
(2004) Indicado a Melhor Disco Pop/Rock com Ventura
(2004) Marcelo Camelo ainda concorria com Veja Bem Meu Bem
(interpretada por Maria Rita), como melhor canção
Prêmio Multishow de Música Brasileira
(2000) Vencedor do prêmio de Melhor Composição com Anna
Julia
(2000) Vencedor do prêmio de Grupo revelação
(2002) Indicado ao prêmio de Melhor Disco com Bloco do Eu
Sozinho
(2004) Vencedor do prêmio de Melhor Grupo
(2004) Indicado para Melhor Disco com Ventura
(2004) Indicado para Melhor Canção com O Vencedor
(2006) Rodrigo Amarante vence na categoria Melhor Instrumentista
(2006) Indicado para Melhor Grupo e Melhor Show
(2006) Indicado para Melhor Disco com 4
(2006) Indicado para Melhor Canção com O Vento
MTV Video Music Brasil
(2000) Vencedor na categoria Melhor Videoclipe de Artista
Revelação com Anna Júlia
(2002) Indicado na categoria Melhor Fotografia com o clipe
Todo Carnaval tem Seu Fim
(2003) Indicado na categoria Direção de Arte com Cara
Estranho
(2003) Indicado na categoria Direção com Cara Estranho
(2003) Indicado na categoria Videoclipe do Ano com Cara Estranho
(2003) Indicado na categoria Audiência com Cara Estranho
(2003) Indicado na categoria Videoclipe de Rock com Cara
Estranho
(2004) Indicado na categoria Direção com O V'''encedor'
(2004) Indicado na categoria Edição com O V'''encedor'
(2004) Site de Marcos Sketch e Ricardo Brautigam indicado na
categoria Melhor Website
(2005) Indicado na categoria de Melhor Vídeo de MPB com O
Vento
(2006) Blog Hermaniacos indicado na categoria Melhor Website
(2006) Vencedor na categoria Melhor Vídeo Clipe de MPB com Morena
(2007) Indicado na categoria Melhor Show
(2015) Blog O Que Essa Banda Tem?
Um dos maiores geradores de conteúdo da banda é indicado ao
Prêmio Top Blog Brasil 2015
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Livramento ou liberdade condicional é o sistema em que um condenado, ao invés de cumprir toda a pena encarcerado, é posto em liberdade se houver preenchido determinadas condições impostas legalmente.
Neste sentido não se confunde com o sursis, que é a suspensão condicional da pena. Enquanto no livramento condicional um preso é liberto, no sursis a pena deixa de ser aplicada.[1]
No sistema jurídico brasileiro
Conquanto a moderna historiografia brasileira registre a existência de "liberdade condicional" para escravos durante o período em que o país adotou o sistema servil de trabalho,[2] o termo é juridicamente empregado para o livramento de um réu penal, princípio este absorvido pela República.[3]
Modernamente suas condições de aplicação são descritas no artigo 83 do Código Penal Brasileiro.
Moçambique
Em Moçambique, a liberdade condicional é tratada no Código Penal. o artigo 120 do CP dispõe que "Os condenados a penas privativas de liberdade de duração superior a seis meses poderão ser postos em liberdade condicional pelo tempo que restar para o cumprimento da pena, quando tiverem cumprido metade desta e mostrarem capacidade e vontade de se adaptar à vida honesta".
A decisão judicial que conceder a liberdade condicional deve especificar as obrigações que incumbem .ao libertado e que podem variar segundo o crime cometido, a personalidade do recluso, o ambiente em que tenha vivido ou passe a viver, ou outras circunstâncias atendíveis. As obrigações que poderão ser impostas ao libertado constam do artigo 121 CP e podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, destacando-se a reparação, por uma só vez ou em prestações, do dano causado às vítimas do crime; o exercício de uma profissão ou mister, ou emprego em determinado ofício, empresa ou obra; a proibição do exercício de determinados mesteres; a interdição de residência, ou fixação de residência, em determinado lugar ou região; o cumprimento de deveres familiares específicos, particularmente de assistência; 7º. A obrigação de não frequentar certos meios ou locais, ou de não acompanhar pessoas suspeitas ou de má conduta; a obrigação de prestar caução de boa conduta, entre outras.
A Liberdade condicional é revogada sempre que o libertado condicionalmente cometer outro crime da mesma natureza daquele por que foi condenado ou qualquer crime doloso pelo qual venha a sofrer pena privativa de liberdade, a liberdade condicional será revogada. Se não tiver bom comportamento ou não cumprir alguma das obrigações que lhe tenham impostas, a liberdade condicional pode ser revogada ou alterado o seu condicionamento. Quando revogada a liberdade condicional, o condenado terá de completar o cumprimento da pena, não se descontando o tempo que passou em liberdade.pelo Código de Processo Penal daquele país, em seu Livro X, que trata da execução penal, Título II (trata da execução da pena de prisão), Capítulo II. Ali, nos artigos 467 a 469 o legislador disciplina a forma pela qual o benefício é cumprido.[4]

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